segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ser diferente é normal! Você acredita que ser diferente é normal? Você busca entender o que se passa dentro do coração e mente de uma pessoa que não está inserida no padrão de normalidade? Como você convive com as diversidades? Como vocês sabem, sou portadora de deficiência visual, e como já contei aqui, luto até hoje para vencer meus limites, o preconceito e a discriminação por parte de algumas pessoas. É um desafio diário, mais com o passar dos anos e o acumulo de experiências, aprendi a conviver bem com isso. Vocês entenderão logo, porque estou de volta a este assunto. Então vamos a ele: Meu filho mais velho tem a visão perfeita e isso sempre foi motivo de muita gratidão a Deus. Já o mais novo tem astigmatismo hipermetrópico e precisa usar óculos. Esse diagnóstico foi feito recentemente e confesso a vocês que mexeu muito comigo...Já ouviu esta frase? Faz a mim, mais ao meu filho nunca! Pois é! È mais ou menos isso. Ele começou usar os óculos a poucos dias e está bem aborrecido com a novidade. Ele fala o tempo todo que enxerga bem e que não precisa disso, e que as outras crianças não usam, por que só ele tem que usar? Fica reparando todos que passam por ele, e aponta aqueles que usam, mais comenta que são pessoas mais velhas e não crianças como ele. Disse a ele que quando ficar mais velho poderá usar lentes de contato, e ele me respondeu que quer crescer bem rápido para poder usá-las. Parece muito simples, não é mesmo? Uma criança em adaptação no uso de óculos. Mas a situação não é tão simples assim... O comportamento dele na escola mudou, leva tudo na brincadeira, chora à toa e está muito nervoso. Tenho pesquisado muito sobre o assunto e já fui orientada a levá-lo a um psicólogo comportamental. O que mais me angustia é saber que algumas pessoas são cruéis e não pensam na consequência dos seus atos Colocam apelidos, provocam e faz-nos sentir anormais. Acredito que esta insegurança toda de minha parte, seja pelo fato de ter sofrido tanto na escola com o bullying por parte dos colegas e até mesmo de alguns professores despreparados para lidar com crianças com necessidades especiais. A vontade que tenho é protegê-lo do mundo e de tudo que possa fazê-lo sofrer, mas ao mesmo tempo sei que ele precisa crescer e para isso acontecer eu tenho que deixá-lo viver a sua própria história Conviver com a diversidade é um desafio muito grande para aquele que é o diferente da turma. É preciso vencer a barreira da timidez, levantar a cabeça e ir a luta. Mostrar ao outro que todos nós temos diferenças, não existe ninguém igual, ninguém perfeito. Para mim está sendo uma experiência dolorosa porque de uma certa forma estou revivendo o passado. Sinto junto com ele na ida para a escola aquele frio no estômago e a ansiedade para saber se a mesa da frente estará desocupada para ele usar. Se a professora fará uma letra maior, se terá paciência para o auxiliá-lo, se os colegas não ficarão colocando apelidos nele...enfim, eu sei que tudo isso passa por sua mente, porque passava pela minha e é muito ruim. A princípio tive muito medo que ele me culpasse por seu problema de visão, fiquei triste, chorei, lamentei, mais depois pedi perdão a Deus por estar sendo tão ingrata. Meu filho é tão lindo, inteligente, amoroso e feliz. Só Deus mesmo para nos entender e perdoar. Agora o meu papel é ajudá-lo para conseguir vencer tudo isso. Não estou aqui simplesmente para um desabafo, mais para também alertar aos pais, professores e familiares que tem a sua volta crianças com alguma necessidade especial e até mesmo aquelas que não estão inclusas no padrão de beleza, a estarem atentos a elas. Essas crianças precisam de carinho, amor e muita atenção. Nós adultos temos o costume de ditar regras e queremos que sejam seguidas a risca e rápido, mais nesses casos precisamos ter muita paciência para esperarmos o tempo necessário para que ela coloque seus sentimentos em ordem e aprenda a lidar com eles. Ser diferente é normal! Esta é uma frase repetida inúmeras vezes por profissionais na área da inclusão social e hoje dita por mim. Mais não adiantará nada repetirmos, se não lutarmos contra o preconceito, a discriminação e o bullying que tem assolado cada vez mais nossa sociedade. Vamos juntos combater este mal! DEFICIÊNCIAS Mário Quintana “Deficiente” é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. “Louco” é quem não procura ser feliz com o que possui. “Cego” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. “Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês. “Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. “Paralítico” é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. “Diabético” é quem não consegue ser doce. “Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois: “Miseráveis” são todos que não conseguem falar com Deus.Ser diferente é normal! Você acredita que ser diferente é normal? Você busca entender o que se passa dentro do coração e mente de uma pessoa que não está inserida no padrão de normalidade? Como você convive com as diversidades? Como vocês sabem, sou portadora de deficiência visual, e como já contei aqui, luto até hoje para vencer meus limites, o preconceito e a discriminação por parte de algumas pessoas. É um desafio diário, mais com o passar dos anos e o acumulo de experiências, aprendi a conviver bem com isso. Vocês entenderão logo, porque estou de volta a este assunto. Então vamos a ele: Meu filho mais velho tem a visão perfeita e isso sempre foi motivo de muita gratidão a Deus. Já o mais novo tem astigmatismo hipermetrópico e precisa usar óculos. Esse diagnóstico foi feito recentemente e confesso a vocês que mexeu muito comigo...Já ouviu esta frase? Faz a mim, mais ao meu filho nunca! Pois é! È mais ou menos isso. Ele começou usar os óculos a poucos dias e está bem aborrecido com a novidade. Ele fala o tempo todo que enxerga bem e que não precisa disso, e que as outras crianças não usam, por que só ele tem que usar? Fica reparando todos que passam por ele, e aponta aqueles que usam, mais comenta que são pessoas mais velhas e não crianças como ele. Disse a ele que quando ficar mais velho poderá usar lentes de contato, e ele me respondeu que quer crescer bem rápido para poder usá-las. Parece muito simples, não é mesmo? Uma criança em adaptação no uso de óculos. Mas a situação não é tão simples assim... O comportamento dele na escola mudou, leva tudo na brincadeira, chora à toa e está muito nervoso. Tenho pesquisado muito sobre o assunto e já fui orientada a levá-lo a um psicólogo comportamental. O que mais me angustia é saber que algumas pessoas são cruéis e não pensam na consequência dos seus atos Colocam apelidos, provocam e faz-nos sentir anormais. Acredito que esta insegurança toda de minha parte, seja pelo fato de ter sofrido tanto na escola com o bullying por parte dos colegas e até mesmo de alguns professores despreparados para lidar com crianças com necessidades especiais. A vontade que tenho é protegê-lo do mundo e de tudo que possa fazê-lo sofrer, mas ao mesmo tempo sei que ele precisa crescer e para isso acontecer eu tenho que deixá-lo viver a sua própria história Conviver com a diversidade é um desafio muito grande para aquele que é o diferente da turma. É preciso vencer a barreira da timidez, levantar a cabeça e ir a luta. Mostrar ao outro que todos nós temos diferenças, não existe ninguém igual, ninguém perfeito. Para mim está sendo uma experiência dolorosa porque de uma certa forma estou revivendo o passado. Sinto junto com ele na ida para a escola aquele frio no estômago e a ansiedade para saber se a mesa da frente estará desocupada para ele usar. Se a professora fará uma letra maior, se terá paciência para o auxiliá-lo, se os colegas não ficarão colocando apelidos nele...enfim, eu sei que tudo isso passa por sua mente, porque passava pela minha e é muito ruim. A princípio tive muito medo que ele me culpasse por seu problema de visão, fiquei triste, chorei, lamentei, mais depois pedi perdão a Deus por estar sendo tão ingrata. Meu filho é tão lindo, inteligente, amoroso e feliz. Só Deus mesmo para nos entender e perdoar. Agora o meu papel é ajudá-lo para conseguir vencer tudo isso. Não estou aqui simplesmente para um desabafo, mais para também alertar aos pais, professores e familiares que tem a sua volta crianças com alguma necessidade especial e até mesmo aquelas que não estão inclusas no padrão de beleza, a estarem atentos a elas. Essas crianças precisam de carinho, amor e muita atenção. Nós adultos temos o costume de ditar regras e queremos que sejam seguidas a risca e rápido, mais nesses casos precisamos ter muita paciência para esperarmos o tempo necessário para que ela coloque seus sentimentos em ordem e aprenda a lidar com eles. Ser diferente é normal! Esta é uma frase repetida inúmeras vezes por profissionais na área da inclusão social e hoje dita por mim. Mais não adiantará nada repetirmos, se não lutarmos contra o preconceito, a discriminação e o bullying que tem assolado cada vez mais nossa sociedade. Vamos juntos combater este mal! DEFICIÊNCIAS Mário Quintana “Deficiente” é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. “Louco” é quem não procura ser feliz com o que possui. “Cego” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. “Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês. “Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. “Paralítico” é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. “Diabético” é quem não consegue ser doce. “Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois: “Miseráveis” são todos que não conseguem falar com Deus.


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